terça-feira, 2 de setembro de 2014

Um Mundo de Curiosidades II

Voltamos ao mundo das curiosidades.

Naquela semana fiquei de contar como surgiram os espumantes no Brasil e apesar de termos o grande enólogo Philippe Mével, da casa Chandon do Brasil, nos anos 80 do século passado, o inicio se deu mesmo nos idos dos anos 10 do mesmo século, quando um imigrante italiano chamado Manuel produz o primeiro espumante por aqui, anos mais tarde ele fundaria a praticamente centenária vinícola que leva seu sobrenome: Peterlongo.
Manuel seguia à risca o método de Don Perignon, o método clássico ou champegnoise, com a segunda fermentação na garrafa, no entanto na sua Itália anos antes Federico Martinotti, criava o método italiano que promovia a segunda fermentação em tanques ( o mesmo usado na produção e proseccos até hoje). O curioso é que esse método é chamado de charmat, por que o francês Eugène Charmat, fez o que Matinotti deixou de lado: patentear o método.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A Primeira Dama do Vinho - Baronesa Philippine de Rothschild

“Produzir vinho é relativamente simples, só os primeiros duzentos anos são difíceis.” 
A frase histórica da Baronesa Philippine de Rothschild, dona do Chateau Mouton Rothschild, Château Clerc Milon e Chateau d'Armailhac em Pauillac e de todas as propriedades Baron de Rothschild marca a personalidade dessa parisiense nascida em 1933.

A filha do Baron Philip de Rothschild, não esteve à frente dos negócios da filha desde sempre, mas teve uma brilhante carreira como atriz. Formada pelo Conservatoire National d'Art Dramatique (Paris) atou na importante companhia La Comédie Française  ao lado de grandes nomes  como Catherine Deneuve, entre os anos de 50 a 80.
Praticamente foi obrigada, por força das circunstâncias, abraçar os negócios da família. Philippine era a filha única de um homem obstinado e incansável, tanto que entre tantos feitos, lutou muito para conseguir o reconhecimento de Premiere Grand Cru Classé mais de 100 anos após a classificação oficial de Bordeaux e passou a ocupar o mais alto grau para um vinho na França.
Foi o falecimento de seu pai que a fez assumir e se tornar a primeira dama do vinho, em 1988 e abandonar definitivamente os palcos. É bem verdade que tivemos a Madame Clicquot, séculos antes, mas apesar de sabermos que era ela quem comandava, para a sociedade era ela apenas uma herdeira com boas ideias, liderada por homens de confiança de seu falecido marido. Já Philippine estava deliberadamente à frente, o que não foi fácil.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Uruguai, um roteiro de charme e Cultura.

Fazia um tempo que ensaiava escrever sobre o Uruguai, mas queria um tema que não fosse só falar da personalidade de seus vinhos, algo que já havia abordado. Como a natureza conspira a favor do vinho, semana passada aconteceu um tour da Wines of Uruguay, evento que pude rever alguns bons produtores e, ainda um pouco antes de sair, tive o prazer de ouvir Wilson Torres Chávez - Gerente de Turismo e Eventos da Vinícola Juanico – palestrar sobre o turismo enológico no Uruguai. 

Como destino turístico o Uruguai já é um lugar a ser visitado, tem coisas bem interessantes para se ver, com muitos pontos turísticos, uma economia ajustada,  mas acima de tudo um povo que recebe muito bem. Quero dizer que só pelo país já seria um excelente destino, se pensarmos que ainda tem o vinho, fica quase como uma das coisas, parafraseando a série de livros, a se fazer antes de morrer.

O vinho no Uruguai graças a uma intervenção bem articulada teve uma indústria vinícola que  cresceu muito. No final dos anos 80, após um bom trabalho de técnicos franceses, eles criaram o INAVI (instituto Nacional de
Vitivinicultura) uma espécie de EMBRAPA só destinado ao vinho. Essa foi uma iniciativa marcante para promover os bons vinhos uruguaios mundo afora.
Se firmou como o maior produtor da uva Tannat, maior até que a França (terra natal). A partir desse fato sua enologia tratou de mesclar uvas como Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Shiraz e produzir com muita elegância e inovação.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Clube de Vinhos – Uma nova Alternativa?

Tenho escrito há algum tempo que lojistas, produtores e importadores têm cada vez procurado mais alternativas para chegar diretamente ao consumidor oferecendo produtos ou serviços visando fidelizar seu público, mas principalmente encontrar uma maneira de driblar a concorrência. Vendas por telefone, uso de malas diretas ou e-commerce tem sido os meios mais comuns, mas os clubes de vinhos que eram raros até 2, 3 anos atrás tem ganhado muita força.
Um levantamento rápido me deu uma dimensão de cerca de 30 clubes atuando hoje em dia, mas com certeza esse número deve ser maior tendo em vista que não acompanhamos tão de perto as ações mais regionais, nem tampouco os miniclubes de lojas especializadas pelo país.