sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Vinhos de autor – Itália /Brasil

Quando conheci os vinhos da vinícola Lídio Carraro fiquei impressionado pela qualidade dos vinhos, ainda mais em se tratando de vinhos nacionais. 
É bem comum que cite aqui os produtos dessa vinícola e fico muito feliz de ter em meu histórico que foram os vinhos servidos no lançamento do meu livro “Descomplicando o Vinho”.
Fico feliz porque eles escolheram participar, não os procurei foi um encontro do “destino”.
Sim, o destino, acredito que trabalhamos muito por nossas carreiras, mas se aquilo que fazemos não está em nosso “DNA” seremos, no máximo, tecnicamente bons, os geniais são aqueles que exploram seu destino, traduzem suas habilidades e reinventam a técnica, contribuem com algo que beira a magia.
Os vinhos da Lídio preservam o terroir brasileiro, não passam em madeira (acho incrível, pois sempre penso que a madeira deve ajudar o vinho evoluir e não criar elementos ou dar a falsa sensação de qualidade) e apresentam resultados típicos, esperados e de altíssima qualidade, mesmo nos vinhos mais simples.  Foi curioso beber um Nebbiolo (uva típica do Piemonte-Itália) feito no Brasil, ou até um Teroldego, um Tempranillo e pensei como é possível produzir com essa qualidade em solo que não possui condições tão favoráveis quanto os europeus.
A resposta estava por trás do rótulo. Um belo exemplo de um grande autor de vinhos, melhor dizendo uma grande autora: Monica Rossetti, a assinatura por detrás da marca.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vinhos de autor - Chile

Há algum tempo era comum falar do Chile e naturalmente dizer que era um pais com forte vocação para produção de bons vinhos, e ao mesmo tempo dizer que era um pais que produzia sob-receita. Costumava dizer que o Chile era um dos países que mais conseguia dar um padrão internacional ao vinho, produzindo assim vinhos bem feitos, mas também muito parecidos, quase desprezando o terroir. 
Salvo algumas poucas exceções até os grandes vinhos me davam essa impressão.
Outro fato que também me era corriqueiro era identificar os vinhos tecnológicos do novo mundo em contrapartida aos de terroir do velho mundo.
Para mim era uma questão de tempo para que viéssemos a ter um  encontro entre as duas escolas, onde o velho e o novo mundo se mesclariam e aos poucos teríamos mais terroir no novo mundo e mais fruta e cor no velho mundo. Não exatamente o que vislumbrava aconteceu, mas algo ainda melhor. Desde meados da década de 90 vemos o velho e novo mundo acrescentando a essa mescla, mas não abandonando suas origens, a não ser pelos novos produtores, alguns levaram as escolas para seus continentes, outros simplesmente preservaram as suas de origens, ou enviaram enólogos que passaram a conduzir vinhas e vinhos como faziam em suas terras natal. Tivemos neozelandeses produzindo na Espanha, franceses no Chile e muitos conseguiram produzir com sotaque de velho do novo e de novo no velho mundo, mas em ambos os casos o melhor: preservaram o terroir local.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Botafora 2015

É chegada aquela época do ano onde temos liquidação por todos os lados, em todos os ramos do comércio e o vinho não ficou de fora. Essa prática teve inicio há alguns anos por um outro motivo: Alguns grandes importadores se deram conta que era preciso rever seu portfólio e entender que produtos e produtores deveriam continuar. Esse estudo era feito ao final do ano e logo no inicio preparavam uma grande “queima de estoques” visando descontinuar o produto, assim esses vinhos eram vendidos muitas vezes até abaixo do custo, sem nenhuma loucura o calculo era feito para liberar espaço, fazer caixa e ainda apostavam na compra de produtos regulares que trariam uma compensação financeira. Nesse movimento perceberam também fins de safras ou produtos que não viriam mais para o Brasil, por decisão do produtor de descontinuar o produto, esses também entrariam na lista que um importante importador, a World Wine, batizou de “Botafora”.
De lá pra cá a World Wine realiza seu botafora todos os anos nesse período (nesse vai até 14/fev) e muitos outros pegam carona, sejam importadoras, lojas especializadas, supermercados e os sites. É uma excelente oportunidade para comprar belos vinhos com preços que dificilmente se repetirão.
O que vale a pena?

Guia Vinho & Cia - Festas e Verão

Acabo de receber o Guia Vinho & Cia -  Festas e Verão editado pelo amigo Regis G Oliveira do jornal Vinho e Cia.

O guia é bem escrito por colaboradores amigos com boas dicas de vinhos, compras, viagens e historietas bem humoradas, algumas nostálgicas (que gosto muito). Destaco também um artigo bem interessante do Dr. Jairo Monson falando sobre a questão do vinho como alimento e a dieta do Mediterrâneo,

Vale a pena a leitura e guardar para consultas e orientações.
Já à venda pelo site ao custo de R$ 15,00
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