sexta-feira, 11 de julho de 2014

Campeão do Mundo: Vinho

Esse final de semana termina o maior espetáculo da terra, a copa do mundo de futebol.  
Duas semanas atrás ainda estávamos no páreo, concorrendo com nossos espumantes, uma pena, mas ainda temos a disputa do terceiro lugar...
Agora na disputa pela bela copa no Brasil, teremos dois excelentes produtores de vinhos: Alemanha e Argentina.
Nossos hermanos bicampeões concorrem ao titulo máximo contra a tricampeã germânica. Realmente vou ficando bem intrigado com essa linha de pensamento que criei anos atrás sobre os campeões, assim vou me arriscar a uma análise baseando-me num confronto não de futebol, mas de vinho. Quem sairia campeão?
Em termos de história os alemães levam grande vantagem, estão produzindo há mais de 2000 anos contra cerca de 200 dos portenhos. Já em termos de área plantada há um certo empate, ambas tem suas áreas concentradas em determinadas regiões como o Reno (Alemanha) e Mendoza (Argentina). 
Pensando na variedade das uvas, com certeza encontramos uma variedade maior na Alemanha, porém apenas um grande ícone a uva branca Riesling, porém a vantagem desse país vem da variedade de estilos. Com apenas uma uva os alemães produzem uma variedade segundo a quantidade de açúcar da fruta, assim seus vinhos podem ser de seco a muito doces. Já a Argentina concentra sua produção em poucas uvas, intensamente na francesa Malbec, a tal ponto de muitos considerarem a Malbec argentina melhor que na sua própria origem. O estilo da Malbec muda pouco, apenas na sua intensidade de tanino, cor ou concentração. Ainda tem como cartão de visita a uva branca Torrontés, que produz um vinho branco muito aromático e ainda seco ou doce.
Um pouco sobre os países e seus vinhos:
Os vinhos alemães de alta qualidade voltaram a ter lugar cativo entre os conhecedores brasileiros, que têm redescoberto toda a elegância, complexidade e finesse dos grandes Rieslings do país. A uva Riesling talvez seja a maior uva branca do mundo, produzindo vinhos de incrível complexidade, elegância e capacidade de expressar o terroir. Sem dúvida entre os mais complexos vinhos que existem, os Rieslings alemães eram tão caros e reputados quanto os grandes Bordeaux tintos, antes da Segunda Guerra.  A palavra “trocken” indica vinhos secos, enquanto os halbtrocken são semi-secos. Quanto mais maduras as uvas, mais doces e ricos são os vinhos, mesmo que sejam secos (trocken). Assim, é esperado que um vinho “Kabinett trocken” seja mais seco que um “Spätlese trocken” e menos frutado que um “Qba trocken”.
Argentina - Desde o período das grandes imigrações (quando surgem uvas como a Bonarda, Malbec e Tempranillo) o vinho começa a fazer parte do dia a dia desse país. No final dos anos 80 a uva Malbec quase foi dizimada, mas um produtor chamado Catena continuou sua aposta e através de um reconhecimento internacional a uva ressurgiu com força total. Atualmente o pais que já consumiu mais de 90 litros de vinhos per capita (hoje é cerca de 25) está com grande força pelo mundo, produzindo excelentes vinhos, nas sua  principal zona produtora Mendoza (que produz 85% dos vinhos finos na Argentina).
Para minha análise o momento é alemão, com sua base (história) bem definida, uma bela variedade de uvas e vinhos (meio de campo) e uma estrela de ataque de coloração dourada e brilhante, a uva Riesling (ataque). Só não se deve bobear, pois a Malbec está entre as melhores do mundo como muita assiduidade nos últimos tempos (Messi).
Dicas para escolher seu campeão:
Alemanha - Hermann Dönnhoff Riesling (Fruchtige) QbA 2011 – Em torno de R$ 120  (importado pela Decanter) – Um belo branco de média intensidade. Sua força está em seu delicioso equilíbrio entre a doçura leve a bela acidez.
Argentina - Catena Malbec 2011 (Catena Zapata) – Cerca de R$ 75 (importado pela Mistral) - Um vinho aclamado pela critica internacional. Um exemplar tinto, com concentração e intensidade, porém elegante. Se fosse um Bordeaux seria facilmente um Saint Emilion.

Brasil X Chile (e os campeões do Vinho)

Nesse sábado teremos um jogo para eletrizar os corações dos brasileiros: Brasil X Chile, um confronto sul-americano numa das copas com mais países americanos em todas as copas.
O tema futebol está presente na cabeça de nós brasileiros em qualquer tempo, mesmo os que não apreciam o esporte. Particularmente gosto de misturar os temas.
Um tempo atrás escrevi sobre os campeões mundiais (veja o artigo aqui) que curiosamente estão intimamente ligados ao vinho, todos são produtores e ainda com grande destaque. Se seguíssemos essa linha, ainda faltariam Portugal, Estados Unidos e o Chile para ganharem um mundial. Portugal já foi, a Espanha não poderá repetir o feito, assim como a nostra Itália. Curioso ainda é a Holanda, que sempre chegou perto, mas jamais ganhou, assim como não produz o liquido dos líquidos.
Nesse ano os produtores que ainda disputam são Argentina, Uruguai, França, Alemanha e a Grécia. Evidentemente que a maior força no futebol, o Brasil não é o mais esplendoroso produtor, no entanto é um dos maiores em quantidade e se destaca por seus espumantes e brancos, coincidentemente os que levam a cor mais próxima do ouro.
Brasil e Chile, em realidade é um pano de fundo que estou usando para ilustrar algo curioso, mas bem coerente. Nessa analise bem diferente, poderia dizer assim:
Os italianos são quatro vezes campeões do mundo, mas deixaram um pouco de lado a produção dos brancos e espumantes, a França apesar da sua Champagne e de algumas regiões de brancos está amplamente dominada pelos tintos. A Argentina nem espumantes tem, ou melhor, tem muito pouco, mas tem um branco bem característico e original. Já a sempre grande Alemanha tem seus sensacionais brancos. Grécia, Estados Unidos Chile e Uruguai diminuíram muito sua força para produzir brancos de qualidade durante um tempo.
Mas veja o que temos? Uma grande retomada chilena em produzir vinhos de terroir e com belo apelo aos brancos, principalmente os com Sauvignon Blanc. Não é interessante? Será que o segredo dos campeões do mundo está na produção de brancos e espumantes? Será que é por isso que Portugal não chega e será que esse seria o ano do nascimento do Chile para o futebol?
E o Brasil acende muito suas chances com esse cenário tão interessante de brancos e espumantes?

Tudo isso pode ser apenas um grande devaneio, veremos após o apito final dia 13 de Julho, enquanto isso seguirei bebericando os belos espumantes e brancos brasileiro, quem sabe num dá sorte. Dizem os antigos que o segredo no futebol é sorte aliada ao talento, então uma tacinha de espumante não faria mal.

Se quiser me acompanhar nessa, segue as dicas para os dias de jogos:
Espumante Cave Geisse Nature 2011 Brut (se encontrar a 2007 compre correndo, está sensacional) – Um belo espumante feito pelo mesmo método de Champagne, mas 100% natural sem nenhuma adição de açúcar extra. 70% Chardonnay, 30% Pinot Noir o deixa muito equilibrado e com agulha na medida. Graças ao seu produtor podemos beber um brasileiro com sotaque chileno. Na faixa de R$ 70.
Espumante Chandon Excellence Brut – A Chandon no Brasil é a grande responsável pela escalada de qualidade em nossos espumantes finos, sua aposta há cerca de duas décadas impulsionou sensivelmente esses vinhos. Esse produzido também a partir de Chardonnay e Pinot Noir é o seu melhor e um dos melhores em sua categoria em todo mundo. Aqui temos um belo exemplo nacional com influencia bem francesa. Cerca de R$ 110,00
Valduga Espumante Brut 130 – Um dos primeiro produtores a colocar suas fichas em um espumante de qualidade. A Casa Valduga investiu em um produto também com as uvas clássicas de Champagne (Chardonnay e Pinot Noir), o mesmo método e uma embalagem diferentemente elegante. O resultado é um espumante entre os melhore que produzimos por aqui. O sotaque aqui ainda que distante é o italiano. Na faixa dos R$70,00.

Para a final? Faça sua escolha.

Vai Brasil!!!!
(publicado em A Tribuna de Vitória dia 27 de Junho)

terça-feira, 10 de junho de 2014

Freixenet e o Dia dos Namorados

"da assessoria"
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A Freixenet vai tornar o Dia dos Namorados ainda mais romântico. 
Os casais de Vitória que celebrarem a data com uma garrafa de Freixenet  no Restaurante Ville Du Vin, serão presenteados com um charmoso kit da marca. A ação acontece nos dias 11 e 12 de junho e o kit Freixenet é composto de uma mini garrafa do conhecido cava Cordon Negro e duas taças customizadas especialmente para brindar a data!

Serviço:
Ville du Vin
Rua Aleixo Neto, 1702 - Loja 4 – Vitória/ES
Tel.: (27) 3224-0880

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Vitória Expovinhos 2014


 Mais uma vez fico muito feliz com o resultado geral do evento. Considero acertada a decisão de retornar o evento ao local que já o tinha consagrado. Nesse espaço a feira ganha principalmente na graça, no ambiente mais aconchegante, dando um ar de familiar. Tenho essa sensação, pois me sinto à vontade em dizer que as pessoas convivem melhor, ficam mais próximas. 
Como em anos anteriores visito o começo da feira com o objetivo de avaliar o que os expositores trazem de novidade e esse ano quis perceber como eles tratam a mostra. Quis perceber o carinho com a feira e sua relação com o público.

Com o objetivo de provar os vinhos top5 que não estavam na prova que degustei (os jurados são divididos em dois grupos e cada um prova três categorias diferentes) fui visitando estandes onde tinham esses vinhos e que me interessariam em falar de seus vinhos (veja abaixo). Nessa ação percebi coisas distintas: A maioria dos expositores estavam radiantes do premio que ganharam, mas alguns pareciam tristes ou não acreditavam que ganhariam, prova disso é que esses vinhos não estavam “disponíveis” para degustar. Tive que insistir e dar o motivo para minha prova e só depois de algum custo abriram a garrafa. É importante ressaltar que a organização do evento deixa claro que todos os vinhos que disputam o top5 tem, necessariamente, que estar disponível para a feira. Fica a dica: expositores para o próximo ano coloque mais garrafas do Top5 na mostra.


Em tempo; o atendimento das pessoas que trabalham nessa feira é sempre carinhoso, tratam muito bem os participantes, esse ambiente é que, pra mim, faz dessa feira a mais charmosa do Brasil e sua organização tem a colocado com a melhor do Brasil (ouvi isso ontem de um importante jornalista brasileiro e concordo).

No demais, naquilo que foi muito particular: Pessoas fantásticas me acompanharam durante a estada em Vitória do Espirito Santo.  Durantes as premiações, entrevistas, contato com as celebridades locais, sempre recebendo muito carinho e reconhecimento de todos.

Obrigado à todos e especialmente meu Deus, que vem me abençoando muito!

Até o próximo Vitória Expovinhos!